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3 aprendizados únicos da FEBRABAN Tech 2026 que o mercado ainda vai insistir em ignorar

Data Risk
Por André Nigro, CRO da Zoox Smart DataPor André Nigro, CRO da Zoox Smart Data - 4 de setembro de 2026.

Fui à FEBRABAN Tech 2026 esperando ouvir o novo. Ouvi o necessário. Que é diferente.

Dois mil líderes. Três dias de painéis. Uma agenda densa de IA, Open Finance e regulação. E a mesma tensão atravessando tudo: a velocidade com que a tecnologia avança contra o ritmo com que as empresas governam o risco.

Esse é o vácuo que gera fraude, exposição e perda de receita.

Saí com três aprendizados. E com algumas perguntas que todo C-Level de compliance, risco e crédito precisa responder antes de fechar o ano.


Aprendizado 1: Velocidade sem dado não é inovação. É imprudência.

No 1º semestre de 2026, o Brasil registrou mais de 9 milhões de indicadores de fraude. Alta de 10,26% em relação ao semestre anterior. Mais de 3,1 milhões de pessoas afetadas. 78% via celular. 85% via Pix.

O setor financeiro está ficando mais rápido. O fraudador também.

A diferença entre quem perde e quem protege não está no canal. Está na inteligência que lê a operação antes de ela acontecer. Dado cadastral sozinho não é proteção. É ponto de partida.

O que os líderes que saíram na frente já estão fazendo:

  • Substituíram consultas manuais em portais públicos por visão centralizada e cruzada de PF e PJ numa única etapa
  • Passaram a validar vínculos societários, processos judiciais e exposição à mídia negativa antes de qualquer aprovação
  • Reduziram o ciclo de onboarding sem cortar a profundidade da análise
  • Implementaram inteligência de rede de relacionamentos que vai até 3 níveis de distância de um CNPJ

Velocidade com dado. Do contrário, é eficiência aplicada no lugar errado.


Aprendizado 2: A IA não decide. O analista decide.

O tema da FEBRABAN 2026 foi "Agentes Inteligentes, Liderança Humana". Não foi por acaso.

88% das instituições financeiras brasileiras já integram cibersegurança, antifraude e PLD num trabalho coordenado. Os bancos brasileiros vão investir R$3 bilhões em IA, analytics e big data em 2026.

E o aprendizado mais importante do evento sobre isso foi direto: ética, reputação e responsabilidade institucional não podem ser delegadas a um sistema.

A IA que faz diferença chega na reunião com o dossiê já lido. Cruza dado em tempo real. Filtra o ruído para que o julgamento humano atue onde só o humano atua. Sem substituir ninguém.

O que os líderes de compliance e risco precisam definir agora:

  • Quais decisões são inegociáveis para humanos: aprovação de parceiros estratégicos, alertas de PEP, encerramento de relacionamentos de alto risco
  • Quais etapas a IA assume sem perder rastreabilidade e auditabilidade do processo
  • Como garantir que a governança está embutida na execução e não só na política escrita
  • Como usar a IA para que o analista produza mais diagnósticos com a mesma equipe, sem ampliar o risco de erro

Confiar cegamente na máquina vai custar mais do que ter levado mais tempo. O evento deixou claro. Repetidamente.


Aprendizado 3: Compliance não é custo. É fundação.

63% das empresas brasileiras sofreram fraude nos últimos 12 meses. A maioria descobriu depois.

Direto da FEBRABAN, num reel gravado ao vivo no evento, deixei uma reflexão que ficou repercutindo entre os líderes presentes: use a governança e a LGPD ao seu favor. Multiplique resultados com IA sem travar no Jurídico.

O compliance que trava a operação foi mal implementado. O compliance que protege a operação foi tratado como ativo estratégico desde o início.

A diferença está no dado que o alimenta e na automação que o mantém vivo depois do onboarding.

Caminhos práticos para quem precisa agir agora:

  • Monitoramento só no onboarding é como instalar câmera só na recepção e deixar o resto do prédio às cegas
  • Due diligence auditável não é burocracia. É o que salva a empresa quando o regulador chega
  • Processos judiciais, sanções, PEP, mídia negativa e estrutura societária precisam estar na mesma tela, não em abas separadas
  • Compliance que não rastreia vínculos de 2º e 3º grau de um fornecedor opera com janela cega
  • A LGPD deixou de ser ameaça para quem construiu governança de dados como ativo. Para quem não construiu, a multa é só a parte visível do problema

O que ficou claro na prática.

Passei três dias na FEBRABAN apresentando o Data Risk da Zoox para líderes de compliance, risco e crédito de diferentes setores.

O padrão se repetiu em cada conversa: as empresas têm dado. Não têm visibilidade. Não cruzam. E não transformam dado em decisão antes que o risco aconteça.

O que muda o jogo não é volume de informação. É a camada de inteligência que transforma informação em diagnóstico. Score de risco em tempo real. Radar reputacional antes de o escândalo vir a público. Mapa de relacionamentos que mostra quem está por trás do CNPJ. Vigilância contínua, não só no momento da contratação.

A IA não substitui o analista. Ela dá superpoderes a ele.

Superpoderes sem direção ainda causam dano.


A FEBRABAN repetiu o que o mercado ainda precisa internalizar: dado, precisão e julgamento humano. Nessa ordem.

A sua empresa já opera nessa sequência, ou ainda está só acelerando?

Quem se reconheceu em algum ponto aqui já sabe o próximo passo. Se quiser colocar isso em prática com menos erros e mais velocidade, me chame. Quero acelerar sua eficiência.

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